Thursday, July 22, 2010

Grupo Espírito Santo envolvido na organização da fuga ao fisco

"O Ministério Público descobriu na "operação Furacão" um esquema de fraude aos cofres do Estado organizado pela Esger, uma consultora detida pelo BES e por Ricardo Salgado.



A investigação publicada na revista "Sábado" conta como estava organizado o esquema de fraude fiscal, com a criação de empresas e contas em paraísos fiscais e a simulação de vendas por parte das empresas que a Esger angariava. Uma delas, a Costa, Costa & Oliveira, uma empresa de calçado de Santa Maria da Feira, foi obrigada a pagar 500 mil euros de impostos para escapar à acusação de fraude fiscal qualificada.
Ainda segundo a "Sábado", este caso foi despachado pelo juiz Carlos Alexandre no passado dia 12 e o despacho aborda um dos elementos centrais da operação Furacão, o de quem promove os esquemas de fraude fiscal e branqueamento de capitais na economia portuguesa. É aqui que entra a Esger, que opera estes esquemas pelo menos desde 2000 e cujo sócio maioritário é o Banco Espírito Santo, cabendo fatias mais pequenas do capital ao Banco Internacional de Crédito, Ricardo Salgado ou José Manuel Espírito Santo Silva.
O despacho do juíz a que a revista teve acesso confirma que a Esger "disponibilizou a criação e utilização de entidades instrumentais" sedeadas no Reino Unido e na Irlanda, que terão sido "utilizadas para emitir facturas para um grande número de sociedades nacionais, dado tratarem-se de 'estruturas partilhadas' que eram controladas pelo promotor do esquema". Mas  "foram ainda usadas para simularem contratações de serviços à sociedade offshore Bedminster Trading, sedeada no Panamá e controlada pelo promotor da fraude, o arguido João Graça, com quem simularam acordos para o pagamento de aproximadamente 95% dos valores das comissões recebidas" das empresas aliciadas para o esquema fraudulento. João Graça é o principal administrador da consultora Esger, a empresa do grupo Espírito Santo que terá recebido entre 6 a 12% do montante global da fraude. E o seu nome está também envolvido noutro esquema semelhante, enquanto gestor da Glenway Holdings. A "Sábado" diz também que outra das empresa suspeitas de promover a fuga ao fisco e branquamento é a Planfin, ligada ao grupo BPN e ao seu ex-administrador Luís Caprichoso.", in Esquerda.net.

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