Sunday, March 22, 2009

Sobre a inteligência artificial...

O nosso amigo Carlos Martins escreveu um post sobre os avanços da tecnologia e o constante aumento de processamento que irão permitir "em breve" atingir a verdadeira inteligência artificial.

Escrevi um comentário longo que gostava de partilhar convosco, meus amiguinhos peludos!
"Não estamos a prever uma data para se atingir uma inteligência artificial PURA mas sim especular sobre os avanços da tecnologia! ;o)

É um facto que o poder de computação tem aumentado IMENSO (e o custo diminuído cada vez mais)!

A continuarmos assim, estará "para breve" a possibilidade de ter um computador capaz de "rivalizar" com um ser humano ;o)

É preciso ver que como já disse, já há muito tempo que os computadores são mais rápidos em cálculos matemáticos do que o cérebro humano. Falta agora desenvolver uma consciência para dinamizar a informação.

Por exemplo, o ser humano tem uma forma muito peculiar de organizar a informação: apenas guardamos os pedaços de informação realmente importantes e o resto descartamos (ie: o cérebro é capaz de fazer associações a memórias passadas para formar o pensamento como um todo).

Ora, neste momento, o "vulgar" é o processamento ser feito a partir da informação num todo.

Será necessário chegar a um ponto onde um computador consiga associar várias "memórias" (estados passados, variáveis, etc) e conjugar todas elas num curto espaço de tempo.

Mais importante do que a velocidade do processador será a quantidade de armazenamento disponível e velocidades de acesso a esse armazenamento ;o)

Um bom exemplo é esta analogia:
- Um ser humano não conseguirá (em princípio) recitar todas as passagens da bíblia e um computador consegue;
- No entanto, um ser humano consegue perceber a informação que lá está contida (mesmo sem ter o livro para consulta) enquanto que o computador não consegue.

Isto acontece porque o ser humano faz associações constantes com memórias passadas e retira APENAS a informação vital.

Os computadores já fazem isso em parte embora precisem (ainda) de intervenção humana para decidir o que é realmente importante e reutilizável.

Uma analogia (algo parva) poderá ser a utilização de bibliotecas por uma aplicação!

Não vamos repetir o mesmo código várias vezes mas sim disponibilizá-lo como uma "memória" que pode ser invocada apenas quando necessário (por qualquer processo).

Um dos problemas em atingir isto é que o computador fará isto por expressões matemáticas e nós pela linguagem.

Para o computador "imitar" a nossa forma de raciocinar terá então de gastar uma ENORME quantidade de processamento na conversão entre a linguagem e as expressões que poderá compreender / trabalhar (e que, novamente, o faz JÁ bastante mais rápido do que qualquer ser humano)!"

Uma boa prova de como, no paradigma actual / mais comum de computação, os problemas são resolvidos com base na informação inserida pelo homem, vejam o caso do site que o Carlos Martins referia no post dele, onde mostra como o computador decide sobre a melhor jogada a tomar.

Um teste muito simples que podem fazer:
- façam meia dúzia de jogadas
- reiniciem o jogo
- reparem como a jogada do computador será SEMPRE a mesma ;o)

E vocês? O que pensam sobre este tema?

4 comments:

  1. Liga o teu PC com windows...
    Corre um programa que cause um BSOD.
    Desliga o PC...
    Volta a ligar...
    O programa já irá correr (espera-se!)

    Descobrirás que a MS já implementa AI avançada nos seus sistemas operativos. Umas vezes funciona, outras vezes não, conforme os neurónios... ;)

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  2. Ya, é um pouco naquele esquema do:
    "O meu cão é muito inteligente! Eu digo-lhe "Bobby, vens ou ficas?" e ele vem...ou fica!" :o)

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  3. Bom post !
    Concordo com tudo. Ainda vamos ver uns robots contra humanos loool.
    Por acaso é uma área que me apela muito.
    Tenho andado pensar se sigo para um mestrado de inteligência artificial ou sistemas distribuídos :S

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  4. Miguel,

    Obrigado pelo comentário :o)

    A IA e sistemas distribuídos são áreas realmente muito interessantes!

    No meu caso tenho trabalhado mais com sistemas distribuídos mesmo ;o)

    Hugz,
    Luís

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